Setores da economia criativa
Um guia sobre setores da economia criativa, com a visão do Instituto BAT Brasil sobre o assunto.
Neste artigo
Os setores da economia criativa no Brasil somam 13 segmentos, organizados pela Firjan em quatro grandes áreas: Consumo, Mídias, Cultura e Tecnologia. Design, música, audiovisual, moda e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) estão entre os segmentos criativos. A classificação é usada no Mapeamento da Indústria Criativa 2025, publicado pela Firjan em junho de 2025.
O Instituto BAT Brasil atua em atividades ligadas a duas dessas áreas, Cultura e Tecnologia. Conhecer os setores ajuda empreendedores a encontrar formação e redes de apoio.
Visão geral do tema
A indústria criativa brasileira representou 3,59% do PIB em 2023, com R$ 393,3 bilhões, segundo a Firjan. O setor tinha cerca de 1,26 milhão de profissionais com carteira assinada. Esses números se distribuem de forma desigual: São Paulo e Rio de Janeiro concentram cerca de 60% do PIB criativo nacional.
A tabela mostra os estados com maior peso da indústria criativa na economia local.
| Estado | Participação no PIB estadual (2023) | Participação no emprego formal (2023) |
| São Paulo | 5,3% | 3,4% |
| Rio de Janeiro | 5,2% | 2,9% |
| Distrito Federal | 4,9% | 2,9% |
| Santa Catarina | 4,2% | 2,6% |
| Brasil (média) | 3,59% | 2,3% |
Fonte: Mapeamento da Indústria Criativa 2025, Firjan (publicado em junho de 2025), com dados da RAIS 2023.
Principais setores e como se aplicam na prática
Cada área reúne segmentos com perfis, competências e mercados próprios. A tabela organiza os 13 segmentos com exemplos de atividades.
| Segmento | Área | Exemplos de atividades |
| Design | Consumo | Identidade visual, design de produtos e de interfaces |
| Arquitetura | Consumo | Projetos residenciais, comerciais e de interiores |
| Moda | Consumo | Marcas autorais, criação de coleções e estilismo |
| Publicidade e marketing | Consumo | Agências, campanhas e gestão de marcas |
| Editorial | Mídias | Editoras, revistas e produção de livros |
| Audiovisual | Mídias | Produtoras de vídeo, cinema, animação e podcasts |
| Patrimônio e artes | Cultura | Museus, galerias, restauração e artes visuais |
| Música | Cultura | Bandas, estúdios, produção musical e shows |
| Artes cênicas | Cultura | Grupos de teatro, dança e circo |
| Expressões culturais | Cultura | Artesanato, folclore e gastronomia |
| Pesquisa e desenvolvimento | Tecnologia | Laboratórios e centros de pesquisa |
| Biotecnologia | Tecnologia | Desenvolvimento de bioprodutos e processos |
| TIC | Tecnologia | Desenvolvimento de software e soluções digitais |
Classificação: Mapeamento da Indústria Criativa, Firjan. Os exemplos de atividades são ilustrativos.
Na prática, um mesmo negócio pode transitar entre áreas. Um coletivo cultural pode produzir conteúdo audiovisual e vender produtos de design. Por isso, a classificação funciona como mapa de oportunidades.
Como a classificação da Firjan se diferencia de outras
A Firjan não é a única referência para classificar a economia criativa. A UNCTAD, agência da ONU, usa quatro grupos e nove setores em sua classificação. A tabela compara as principais referências.
| Classificação | Estrutura | Diferença principal |
| Firjan (2025) | 4 áreas e 13 segmentos: Consumo, Mídias, Cultura e Tecnologia | Inclui P&D e biotecnologia e mede empregos formais (RAIS) |
| UNCTAD (2010) | 4 grupos e 9 setores: Patrimônio, Artes, Mídia e Criações funcionais | Agrupa design, novas mídias e serviços criativos em criações funcionais |
| Ministério da Cultura (Plano da Secretaria da Economia Criativa, 2011 a 2014) | Adotou os setores definidos pela UNCTAD | Define setores criativos pelo ato criativo como processo principal |
Fontes: Firjan (2025); UNCTAD, Creative Economy Report (2010); Ministério da Cultura, Plano da Secretaria da Economia Criativa (2012).
Os números mudam conforme a classificação usada, por isso a fonte deve ser sempre citada.
Como o Instituto BAT Brasil usa esses conceitos
O Instituto BAT Brasil atua em atividades ligadas às áreas de Cultura e Tecnologia. Na Cultura, o Instituto apoia projetos como a Revista Traços e o Parque de Ideias. Entre 2021 e 2022, apoiou também o Vamos.Rio, que acelerou 20 iniciativas da economia criativa do Rio de Janeiro com o Instituto Ekloos. Conheça os projetos culturais apoiados pelo Instituto.
Na Tecnologia, o Transforma Futuros forma jovens em inteligência artificial e desenvolvimento de software, atividades ligadas ao segmento de TIC. Formação e apoio a projetos são as ferramentas do Instituto nos segmentos criativos. Conheça o curso gratuito de programação e IA Transforma Futuros.
Como desenvolver ou aplicar isso no dia a dia
Para quem quer empreender ou trabalhar na economia criativa, o primeiro passo é identificar o segmento do próprio talento. Saber o próprio segmento facilita encontrar editais, formação e parceiros. Algumas recomendações práticas:
- Identifique seu segmento com base na classificação da Firjan.
- Estude o mercado do segmento: quem compra, quanto paga e quem são os concorrentes.
- Busque formação específica, em gestão e na técnica do seu segmento.
- Construa um portfólio que mostre seu trabalho a clientes e financiadores.
- Explore conexões entre áreas, combinando cultura, design e tecnologia.
O conceito geral está no artigo sobre o que é economia criativa. Combinar talento, método e rede é um caminho para crescer. O impacto no território aparece no texto sobre empreendedorismo cultural como ferramenta de desenvolvimento local.
Um mapa de oportunidades criativas
Os setores da economia criativa mostram a diversidade de caminhos para gerar renda com criatividade e conhecimento. Ampliar o acesso a esses setores é uma forma de reduzir desigualdades. O Instituto BAT Brasil atua para que talentos das periferias também ocupem esse espaço.
Conheça a atuação do Instituto em cultura e tecnologia
O Instituto BAT Brasil atua com inclusão digital, empreendedorismo e cultura. Cada frente do Instituto busca ampliar oportunidades para talentos das periferias. Conheça os programas e projetos sociais do Instituto BAT Brasil.
Perguntas frequentes
Artesanato faz parte da economia criativa?
Sim. Na classificação da Firjan, o artesanato integra o segmento de expressões culturais.
Profissionais criativos trabalham apenas em empresas criativas?
Não. Segundo a Firjan, mais de 1 milhão atuam em empresas de outros setores.
Qual área concentra mais empregos criativos?
Consumo e Tecnologia reuniam mais de 85% dos empregos criativos formais em 2023. O dado é do Mapeamento da Indústria Criativa 2025.
Por que os números da economia criativa variam entre estudos?
Cada classificação inclui setores diferentes, o que muda o tamanho do setor medido.

* Fonte da imagem: Freepik.

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