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Cultura e Economia Criativa

Setores da economia criativa

Um guia sobre setores da economia criativa, com a visão do Instituto BAT Brasil sobre o assunto.

Redação Instituto BAT BrasilRedação Instituto BAT BrasilPublicado em 5 min de leitura
Neste artigo
  1. Visão geral do tema
  2. Principais setores e como se aplicam na prática
  3. Como o Instituto BAT Brasil usa esses conceitos
  4. Como desenvolver ou aplicar isso no dia a dia
  5. Um mapa de oportunidades criativas
  6. Conheça a atuação do Instituto em cultura e tecnologia
  7. Perguntas frequentes

Os setores da economia criativa no Brasil somam 13 segmentos, organizados pela Firjan em quatro grandes áreas: Consumo, Mídias, Cultura e Tecnologia. Design, música, audiovisual, moda e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) estão entre os segmentos criativos. A classificação é usada no Mapeamento da Indústria Criativa 2025, publicado pela Firjan em junho de 2025.

O Instituto BAT Brasil atua em atividades ligadas a duas dessas áreas, Cultura e Tecnologia. Conhecer os setores ajuda empreendedores a encontrar formação e redes de apoio.

Visão geral do tema

A indústria criativa brasileira representou 3,59% do PIB em 2023, com R$ 393,3 bilhões, segundo a Firjan. O setor tinha cerca de 1,26 milhão de profissionais com carteira assinada. Esses números se distribuem de forma desigual: São Paulo e Rio de Janeiro concentram cerca de 60% do PIB criativo nacional.

A tabela mostra os estados com maior peso da indústria criativa na economia local.

EstadoParticipação no PIB estadual (2023)Participação no emprego formal (2023)
São Paulo5,3%3,4%
Rio de Janeiro5,2%2,9%
Distrito Federal4,9%2,9%
Santa Catarina4,2%2,6%
Brasil (média)3,59%2,3%

Fonte: Mapeamento da Indústria Criativa 2025, Firjan (publicado em junho de 2025), com dados da RAIS 2023.

Principais setores e como se aplicam na prática

Cada área reúne segmentos com perfis, competências e mercados próprios. A tabela organiza os 13 segmentos com exemplos de atividades.

SegmentoÁreaExemplos de atividades
DesignConsumoIdentidade visual, design de produtos e de interfaces
ArquiteturaConsumoProjetos residenciais, comerciais e de interiores
ModaConsumoMarcas autorais, criação de coleções e estilismo
Publicidade e marketingConsumoAgências, campanhas e gestão de marcas
EditorialMídiasEditoras, revistas e produção de livros
AudiovisualMídiasProdutoras de vídeo, cinema, animação e podcasts
Patrimônio e artesCulturaMuseus, galerias, restauração e artes visuais
MúsicaCulturaBandas, estúdios, produção musical e shows
Artes cênicasCulturaGrupos de teatro, dança e circo
Expressões culturaisCulturaArtesanato, folclore e gastronomia
Pesquisa e desenvolvimentoTecnologiaLaboratórios e centros de pesquisa
BiotecnologiaTecnologiaDesenvolvimento de bioprodutos e processos
TICTecnologiaDesenvolvimento de software e soluções digitais

Classificação: Mapeamento da Indústria Criativa, Firjan. Os exemplos de atividades são ilustrativos.

Na prática, um mesmo negócio pode transitar entre áreas. Um coletivo cultural pode produzir conteúdo audiovisual e vender produtos de design. Por isso, a classificação funciona como mapa de oportunidades.

Como a classificação da Firjan se diferencia de outras

A Firjan não é a única referência para classificar a economia criativa. A UNCTAD, agência da ONU, usa quatro grupos e nove setores em sua classificação. A tabela compara as principais referências.

ClassificaçãoEstruturaDiferença principal
Firjan (2025)4 áreas e 13 segmentos: Consumo, Mídias, Cultura e TecnologiaInclui P&D e biotecnologia e mede empregos formais (RAIS)
UNCTAD (2010)4 grupos e 9 setores: Patrimônio, Artes, Mídia e Criações funcionaisAgrupa design, novas mídias e serviços criativos em criações funcionais
Ministério da Cultura (Plano da Secretaria da Economia Criativa, 2011 a 2014)Adotou os setores definidos pela UNCTADDefine setores criativos pelo ato criativo como processo principal

Fontes: Firjan (2025); UNCTAD, Creative Economy Report (2010); Ministério da Cultura, Plano da Secretaria da Economia Criativa (2012).

Os números mudam conforme a classificação usada, por isso a fonte deve ser sempre citada.

Como o Instituto BAT Brasil usa esses conceitos

O Instituto BAT Brasil atua em atividades ligadas às áreas de Cultura e Tecnologia. Na Cultura, o Instituto apoia projetos como a Revista Traços e o Parque de Ideias. Entre 2021 e 2022, apoiou também o Vamos.Rio, que acelerou 20 iniciativas da economia criativa do Rio de Janeiro com o Instituto Ekloos. Conheça os projetos culturais apoiados pelo Instituto.

Na Tecnologia, o Transforma Futuros forma jovens em inteligência artificial e desenvolvimento de software, atividades ligadas ao segmento de TIC. Formação e apoio a projetos são as ferramentas do Instituto nos segmentos criativos. Conheça o curso gratuito de programação e IA Transforma Futuros.

Como desenvolver ou aplicar isso no dia a dia

Para quem quer empreender ou trabalhar na economia criativa, o primeiro passo é identificar o segmento do próprio talento. Saber o próprio segmento facilita encontrar editais, formação e parceiros. Algumas recomendações práticas:

  • Identifique seu segmento com base na classificação da Firjan.
  • Estude o mercado do segmento: quem compra, quanto paga e quem são os concorrentes.
  • Busque formação específica, em gestão e na técnica do seu segmento.
  • Construa um portfólio que mostre seu trabalho a clientes e financiadores.
  • Explore conexões entre áreas, combinando cultura, design e tecnologia.

O conceito geral está no artigo sobre o que é economia criativa. Combinar talento, método e rede é um caminho para crescer. O impacto no território aparece no texto sobre empreendedorismo cultural como ferramenta de desenvolvimento local.

Um mapa de oportunidades criativas

Os setores da economia criativa mostram a diversidade de caminhos para gerar renda com criatividade e conhecimento. Ampliar o acesso a esses setores é uma forma de reduzir desigualdades. O Instituto BAT Brasil atua para que talentos das periferias também ocupem esse espaço.

Conheça a atuação do Instituto em cultura e tecnologia

O Instituto BAT Brasil atua com inclusão digital, empreendedorismo e cultura. Cada frente do Instituto busca ampliar oportunidades para talentos das periferias. Conheça os programas e projetos sociais do Instituto BAT Brasil.

Perguntas frequentes

Artesanato faz parte da economia criativa?

Sim. Na classificação da Firjan, o artesanato integra o segmento de expressões culturais.

Profissionais criativos trabalham apenas em empresas criativas?

Não. Segundo a Firjan, mais de 1 milhão atuam em empresas de outros setores.

Qual área concentra mais empregos criativos?

Consumo e Tecnologia reuniam mais de 85% dos empregos criativos formais em 2023. O dado é do Mapeamento da Indústria Criativa 2025.

Por que os números da economia criativa variam entre estudos?

Cada classificação inclui setores diferentes, o que muda o tamanho do setor medido.

Designer de moda sorridente desenha moldes sobre uma mesa em seu ateliê

* Fonte da imagem: Freepik.

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Sobre o autor

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